Guia do destino
Última atualização: 15 de junho de 2026História a céu aberto — Roma, Florença, Veneza — costa, montanha e a melhor comida do mundo, dizem os italianos (e quase têm razão). Aqui está o essencial para entrar e mover-te, verificado.
Essenciais de viagem
Este destino faz parte do espaço Schengen, e as regras de entrada dependem do teu passaporte. Cidadãos da UE/EEE e da Suíça circulam livremente. Os brasileiros entram sem visto até 90 dias por cada 180 — e, a partir do último trimestre de 2026, passam a precisar da autorização eletrónica ETIAS (ver abaixo). Os passaportes de Angola, Guiné-Bissau, Nigéria, Gana e Senegal precisam de visto Schengen de curta duração (Tipo C); Cabo Verde também, mas ao abrigo do Acordo de Facilitação de Vistos UE (mais simples e mais barato). Nota importante: desde 10 de abril de 2026, o novo Sistema de Entradas/Saídas (EES) regista dados biométricos na fronteira — conta com algum tempo extra à chegada. Confirma sempre na fonte oficial antes de viajar.
| Passaporte | Regra de entrada | Estadia máx. |
|---|---|---|
| UE / EEE / Suíça | Livre circulação (sem visto) | Sem limite |
| Brasil | Isento de visto; ETIAS a partir do Q4 2026 | 90 dias / 180 |
| Cabo Verde | Visto Schengen Tipo C — Acordo de Facilitação UE (taxa ~35 €, simplificado) | 90 dias / 180 |
| Angola · Guiné-Bissau · Nigéria · Gana · Senegal | Visto Schengen Tipo C (curta duração, ~90 €) | 90 dias / 180 |
⚠️ Regras de fronteira mudam sem aviso. Confirma sempre na fonte oficial (consulado, migração, travel.state.gov, gov.uk, Portal das Comunidades) antes de viajar.
O ETIAS é uma autorização eletrónica de viagem (não é um visto) para nacionais de países isentos de visto — como o Brasil. A entrada em vigor está prevista para o último trimestre de 2026; custa cerca de 20 € (gratuito para menores de 18 e maiores de 70 anos), é válido por 3 anos (ou até o passaporte caducar) e permite múltiplas entradas para estadas até 90 dias em cada 180. O arranque no último trimestre de 2026 é seguido de um período transitório de tolerância, passando o ETIAS a ser obrigatório em 2027. Quem precisa de visto Schengen (a maioria dos passaportes africanos do corredor) não usa ETIAS — usa o visto. Pede-o online, com antecedência, antes de viajar.
Saúde
Não há vacinas obrigatórias. Os residentes na UE devem levar o Cartão Europeu de Seguro de Doença (CESD) para cuidados de saúde necessários durante a estada. Quem viaja com visto Schengen tem de apresentar um seguro de viagem com cobertura médica mínima de 30 000 €, válido em todo o espaço Schengen. Os padrões de saúde, água potável e cuidados médicos são elevados.
Passaporte
Para nacionais de países terceiros, o passaporte deve ter sido emitido há menos de 10 anos e ser válido por, pelo menos, 3 meses além da data prevista de saída do espaço Schengen. Cidadãos da UE/EEE podem viajar com cartão de cidadão/identidade válido.
Chegada & Segurança
Aeroporto
Roma-Fiumicino (FCO) é o grande hub, ligado ao centro pelo comboio Leonardo Express; Milão tem Malpensa (MXP) e Linate (LIN). Veneza (VCE), Nápoles (NAP), Bolonha (BLQ) e Catânia (CTA) servem as regiões. Os comboios de alta velocidade (Frecciarossa, Italo) ligam as cidades em poucas horas.
Transporte à chegada
O táxi oficial (branco, com taxímetro) domina — o Uber existe só como Uber Black em poucas cidades; FreeNow e itTaxi agregam táxis. Usa sempre a fila oficial nos aeroportos e confirma o taxímetro. O comboio é a melhor forma de cruzar o país; o metro serve Roma, Milão e Nápoles.
Segurança
A Itália está em Nível 2 (EUA), sobretudo pelo risco difuso de terrorismo comum à Europa. Para o viajante, o problema mais real são os carteiristas, muito ativos em Roma (Termini, metro B, Coliseu), Milão e Nápoles, e burlas de rua. Não há crime violento relevante contra turistas; vigia a carteira e o telemóvel em multidões e nos transportes.
⚠️ Regras de fronteira mudam sem aviso. Confirma sempre na fonte oficial (consulado, migração, travel.state.gov, gov.uk, Portal das Comunidades) antes de viajar.
Dinheiro
Moeda: euro (€). Cartões e pagamentos contactless são aceites em quase todo o lado — transportes, restaurantes e pequeno comércio — e o numerário é cada vez menos necessário. Caixas multibanco (ATM) abundam; Apple Pay e Google Pay funcionam amplamente. Evita as casas de câmbio nos aeroportos (taxas piores).
